Auto retrato, Brasilia, janeiro 2008/ Selbstporträt, Brasilia, Januar 2008
Sandra Rodondi
Sandra Rodondi de Godoy
Campinas, 1958
Vive e trabalha em Zurique, Suiça
Lebt und arbeitet in Zürich, Schweiz
Arquitetura e Urbanismo PUC Campinas
Fotógrafa/Fotografin
Ilustradora-Designer/Illustratorin/Gestalterin
Artista visual/Bildender Künstlerin
Coen Roshi e Koshin, São Paulo 2018
Meu nome no budismo é Koshin. Tradução: luz da verdade. Nome dado por monja Coen quando recebi os preceitos budistas / Mein Name im Buddhismus ist Koshin. Übersetzung: Licht der Wahrheit. Dieser Name wurde mir von Meisterin Coen gegeben, als ich die buddhistischen Vorschriften erhielt.
Agradecimentos /Danksagungen
Fotógrafos que passaram pessoalmente pela minha vida e me inspiraram nessa arte/Fotografen, die persönlich durch mein Leben gegangen sind und mich in dieser Kunst inspiriert haben:
Thomas Ceneviva
Martinha Caires
Gal Oppido
Antonio Saggesi
Marcos Ribeiro
Cassio Vasconcellos
Paulo Veloso
Patric Alfred Haroldo
Nelson Kon
Hans Peter Schneider
No momento das informações para contar um pouco da minha trajetória, recitei esse texto do Antônio Bivar, “A Trapezista do Circo”, que me acompanha desde os anos 70 e eu sei de cor. Na composição poética deste site ele serviu perfeitamente ao propósito de seu conceito. Com isso fica registrado aqui minha homenagem a este escritor que tanto admiro, falecido em junho 2020, vítima de COVID19. Além do texto do Bivar, menciono frases que dão sentido à minha trajetória. A curadoria das fotos foi bastante difícil, pois eu não me dedico a um tema. Meu olhar vai olhando e fotografando. Minhas emoções se transformam através do meu olhar, ou meu olhar se transforma através das minhas emoções.
Meu olhar é livre!
Zum Zeitpunkt der Information, um ein wenig von meinem Werdegang zu erzählen, habe ich diesen Text von Antônio Bivar, "Der Zirkustrapezist", rezitiert, der mich seit den 70er Jahren begleitet und den ich auswendig kenne. In der poetischen Komposition dieser Website erfüllte er perfekt den Zweck seines Konzepts. Dies ist mein Tribut an diesen Schriftsteller, den ich so sehr bewundere, der im Juni 2020 starb und Opfer von COVID19. Neben Bivar-Text erwähne ich Phrasen, die meinem Weg einen Sinn geben. Das Kuratieren der Fotos war ziemlich schwierig, da ich mich keinem Thema widme. Mein Blick schweift weiter und fotografiert. Meine Emotionen werden durch meinen Blick verändert, oder mein Blick wird durch meine Emotionen verändert.
Mein Blick ist frei!
A trapezista do circo
Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase, cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. Era outra vez, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, forte, era uma moçona mesmo. Ela me olhou, riu um pouco, disse que era muito difícil, mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Poli, veio o Topz, veio o Diverlangue que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público. De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto. Quando eu cansei de ficar olhando para o alto e fui olhar para as pessoas, só aí, eu vi que eu estava sozinha.
(Antônio Bivar)
Der Zirkus-Trapez-Künstler
Es war vor langer Zeit, aber ich erinnere mich daran, als ob es jetzt wäre, ich wollte Trapezkünstlerin sein. Meine Leidenschaft war das Trapez, von dem ich mich weit oben löste, in der Gewissheit, dass jemand meine Hände halten und mich nicht fallen lassen würde. Es war wunderschön, aber ich hatte Todesangst. Ich hatte vor fast allem Angst, vor Kino, Vergnügungspark, Zirkus, Zigeunern, diesen bezaubernden Menschen, die ankamen und weiterzogen. Das war es, wovor ich Angst hatte, Dinge, die nicht für immer bleiben würden. Ein anderes Mal, ein anderer Zirkus, Zigeuner und Schlittschuhläufer. Der Zirkus kam in die Stadt, es war ein Nachmittag voller Träume, und ich rannte dorthin. Die Artisten machten sich hinter der Bühne bereit, um mit der Show zu beginnen, und ich ging mitten unter sie und sagte, ich wollte Trapezkünstlerin sein. Ein Mädchen aus dem Zirkus, die Dompteurin war, kam, um mit mir zu sprechen. Sie war ein schönes Mädchen, stark, sie war ein Pracht von Mädchen. Sie sah mich an, lachte ein wenig und sagte, es wäre sehr schwierig, aber nichts sei unmöglich. Dann kam Poli, der Clown, kam Topz, kam Diverlangue, der wie ein Prinz aussah, der Zirkusbesitzer, die Kinder, das Publikum. Plötzlich erschien dort oben ein Licht und alle schauten hin.Das Zirkuszelt war verschwunden, und was ich sah, war der Dalva-Stern im offenen Himmel. Als ich es müde war, nach oben zu schauen, begann ich die Leute zu betrachten. Und erst jetzt erkannte ich, dass ich allein war.
(Antônio Bivar)